sábado, 29 de dezembro de 2012

  ...E um passeio do nosso primeiro natal em família, tal como o Zé o teria visto...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Boas Festas!

O nosso pequeno Pai Natal fez uma sessão de fotos ontem e nem demorou 5 minutos a borrar o fatinho novo!

Desejamos a toda a família e amigos um Feliz Natal!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Bipolaridade

Daqui a 1 dia faz 2 meses que o Zé nasceu, o tempo voa (bem, apercebi-me disso quando a minha sobrinha Francisca que me chamava Nánánê,  foi para a escola primária este ano...)! E começo a chegar à conclusão que ser mãe é ser um pouco bipolar, com um espectro que abrange momentos de aflição e desespero, depressa diluídos num sorriso de gengivas rosadinhas ou numa expressão fofinha ao acordar. Até dou por mim a rir quando o Zé dá pums ou arrota ou rebola os olhinhos a adormecer, qualquer coisinha insignificante serve, qualquer mesmo. Ou então a dizer asneiradas nos dias em que me sinto exausta de carregar 6kg ao colo o dia inteiro, com choro ininterrupto e eu sem saber como acalmá-lo, cheia de fome, a ansiar por um banho quente, com biberões para esterilizar e leites para fazer. Acho que o meio termo não anda de mãos dadas com o cocktail explosivo que é a maternidade. Na tentativa de criar rotinas, nunca nenhum dia é igual ao seguinte, o que tem tanto de fabuloso como de assustador. ´Hoje correu bem, mas amanhã, será diferente?´,eis a pergunta retórica dum coração esperançoso e receoso, logo bipolar.
Nos cursos pré-natais há um ênfase muito grande no parto, toda uma check list de coisas a lembrar e informação a reter; honestamente acho que o parto é o menos (não menosprezando a experiência de ninguém), e citando alguém cujo nome esqueci, ´o parto é o pináculo onde se encontra a coragem para nos tornarmos Mães´. O que vem a seguir é uma verdadeira prova de resistência (citando a minha irmã) sem lugar para os egoístas e narcisistas.
Por isso, ser Mãe é levar um dia de cada vez e com dedicação conseguir transmitir o amor, o carinho e a segurança que os nossos pequeninos precisam para, com sorte, um dia sabermos que valeu a pena quando recebermos um cartão com um desenho no Dia da Mãe, com a frase cliché ´És a melhor Mãe do Mundo´. Nunca um cliché nos parecerá tão único e especial e nos fará transbordar de alegria...

O corredor de passagem

Na Maternidade havia um corredor longo que separava a triagem pré-natal do bloco de partos, com um sofá no meio, como que um separador entre os dois mundos. Cada vez que ali me sentava, sentia-me verdadeiramente dividida, a meio duma viagem entre um lado e outro. Dum lado via mulheres que embalavam os seus pequeninos embrulhadinhos em mantas, outras que, com olhar vitorioso, os transportavam num ovo e empurravam o trolley em direcção à saída. Sempre demorei uns minutos a pousar o olhar em cada uma delas, emocionada, por sentir o meu pequenino ainda dentro de mim, e imaginar que em breve seria eu a fazer aquela viagem, para um lado do corredor, e depois para o outro. Imaginava como seria sentir que se leva uma nova vida em direcção à porta de saída, com o mundo cá fora, quase que à espera para lhe dar as boas-vindas. E no dia em que chegou a minha vez, e me vi naquele corredor a transportar o meu filho, foi como se mergulhasse na maior plenitude, e sem conter as lágrimas, deixei caí-las de emoção e alegria, e percorri o corredor com aquele sorriso vitorioso de quem trouxe uma nova vida ao mundo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Zé cá fora!


Location: Chelsea and Westminster Hospital
Time: 20:57
Mission Status: Accomplished

Duration: 50 hours
Codename: Zé


"E foi aqui, neste preciso local, que veio ao mundo o grande senhor que teve até então o nome de projecto SMOGSDU". Se José Hermano Saraiva fosse vivo não hesitava em relatar de forma entusiástica esta efeméride, mas como já não é, relatamos nós por ele, não esquecendo a entoação.
Após a nascença, prefere ser tratado por José Afonso - O Grande (algo que provavelmente terá a ver com os seus 4000g de peso e 56cm de comprimento) e promete... bem, não promete, mas cumpre. Esperemos...Até agora cumpre impreterivelmente em número de fraldas borradas sucessivamente, no timing de adormecer quando o biberão já está pronto, em fazer xixi para o ar sempre que os pais estão desprevenidos, e sobretudo em superar tudo aquilo que prometia ser quando o sonhámos.
Mas voltemos ao início...depois de aproximadamente 50 horas em trabalho de parto, reservo-me o direito de contar a minha história, qual velha das doenças no programa do Goucha, também com a devida entoação: "Olhe menina, eu sofri muito,isto dos hospitais é uma pouca vergonha, a gente fica prali atiradas...eu apanho tudo, foi injecções, catéteres, tirar sangue vezes sem fim".
De facto, foi um susto com um final feliz, graças à enfermeira Flora que nos salvou a vida ao nos vir ver antes de terminar o seu turno e nos ligar ao CTG. Daqui resultou que, momentos depois, nos vimos numa sala de operações com uma data de gente à nossa volta para uma cesariana de emergência...em 15 minutos o Zé estava de facto cá fora, e depressa esquecemos tudo e nos perdemos de amores por aqueles olhinhos abertos para o mundo.